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História

Cláudia é uma cidade, do norte do Estado de Mato Grosso, nasceu de um projeto de colonização que houve no século XX, no Centro Oeste brasileiro.
 
A cidade foi fundada por ex-proprietários da região de Itaipu, no Oeste paranaense. Nasceu com intuito de explorar a região amazônica e também para abrigar um grande número de migrantes, que viviam as margens do rio Paraná, onde se construiu a Usina Hidrelétrica Binacional de Itaipu.
 
A criação da cidade, que pertencia a uma região conhecida como Gleba Celeste, foi obra de uma política de colonização privada, por meio da Colonizadora Sinop S.A. Esta foi encarregada de construir infraestrutura básica para seus moradores, bem como promover a propaganda necessária para trazer  novos migrantes  para região.
 
No final da década de 70 houve separações territoriais em Mato Grosso. Primeiro, em 1977, ocorreu à divisão do Estado, com a criação do Mato Grosso do Sul. Já em 1979, o desmembramento do Município de Chapada dos Guimarães, com a criação do Município de Sinop. Formado por Sinop e os distritos de Vera, Santa Carmem, Cláudia e Marcelândia.
 
De autoria do Deputado Estadual José Lacerda, foi criada em 04 de Julho de 1988, através da Lei Estadual nº 5.319. Desde o projeto de desbravamento da floresta onde foi instalado o primeiro barracão da colonizadora, o nome do lugar já era Cláudia, dado pela diretoria da empresa SINOP. Contrariando a regra de homenagear pessoas, o topônimo Cláudia foi aprovado pela diretoria da Gleba Celeste por ser um nome bonito, simpático e agradável de ouvir e falar. O desejo de homenagear nomes femininos foi tamanho, que no município de Cláudia muitas das estradas rurais têm nomes de mulheres. Estrada Elisabeth, Irene, Beatriz, Veruska, Fátima e Lenita.
 
Na década de 90, o município sofreu duas perdas territoriais, em 1995, o governo do estado emancipou o distrito de União do Sul, e passou a ser denominado município, e em 1998, Nova Santa Helena também se desmembrou de Cláudia.
 
Segundo dados do censo IBGE 2010, Cláudia conta com população de 11.028 habitantes, é constituída de um centro urbano formado por comércios, locais de lazer, igrejas, escolas, casas e entidades. É interligada a BR-163 pela rodovia MT-423 asfaltada, grande parte das ruas da cidade são pavimentadas e as demais contam com cascalhamento.
 
Na área de comunicação a cidade possui uma emissora radiofônica. A Associação Comunitária Rádio Nativa FM, foi o primeiro veiculo de comunicação a se instalar no município, prestando serviços comunitários.  Anos mais tarde o município recebia a primeira emissora televisiva, um canal local da Rede Record, para informação e entretenimento. Em sua atualidade, com o avanço da internet, surgiram também alguns blogs que são responsáveis pela comunicação no município.
 
Entre os serviços públicos, o município disponibiliza rede elétrica e água encanada com esgoto sanitário tratado e drenagem em toda a extensão urbana. No campo da educação, atualmente, o município atende a educação infantil, ensino fundamental e médio.  A rede municipal conta duas escolas, Daniel Titton e Vicente Emilio Vuolo, além de duas extensões nos assentamentos em torno à cidade. A rede estadual e privada é formada por duas escolas.  Na área da saúde, o município conta com um Hospital e mais quatro PSFs, distribuídos entre os bairros da cidade.
 
A sua economia passa por um período de transição, anteriormente voltada ao setor madeiro, hoje o agronegócio cresce significativamente. Durante o período de desbravamento, havia a necessidade de explorar a matéria prima, a madeira, para construção de moradias e também para abertura da aréa. Na atualidade a cidade ainda mantém o setor madeireiro, mas economicamente como secundário, devido à diminuição da matéria prima e também pelas dificuldades de legalização das áreas, junto aos órgãos ambientais. Já a agricultura vem ganhando notoriedade, com uma área voltada principalmente a produção de soja. Cláudia é reconhecida em todo estado pela vasta produção, inclusive para exportação aos países de primeiro mundo, ocupando o 4° lugar em produção do estado. O pequeno produtor também vem ganhando o seu espaço, na agricultura familiar. Várias famílias se mantem com o dinheiro da produção de hortaliças e verduras. Eles fornecem para as escolas dentro do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), e também oferecem seus produtos na Feira do Produtor Rural, que irá ganhar este ano nova sede. Participam da feira aproximadamente 20 agricultores familiares, que oferecem as quartas e domingos seus produtos.
 
O município conta também com varias entidades que ajudam a população carente. Pastoral da Criança, Rotary Internacional, Lions Club, Maçonaria e Pestalozzi.
 
Vários artesões trabalham com restos madeiras, cascas de castanhas do Pará, sementes, entre outros produtos naturais,  e produzem inúmeros tipos de artesanatos como móveis, vasos, brincos, anéis e utensílios.
 
Há também artesões que trabalham com pinturas como segue a tela abaixo retratando a economia do município, onde a cultura de soja é  mais forte, seguida da pecuária, cultura do milho, extração da madeira e o maracujá  representa a agricultura familiar que desponta a cada dia.

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